quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dois vulcões entram em erupção no Japão


Dois vulcões entraram em erupção, esta segunda-feira, no Japão perto de grandes cidades, sem causar, por enquanto, vítimas ou danos materiais, informou a agência meteorológica japonesa. As autoridades aconselharam às populações que usem máscaras nas cidades situadas perto do monte Asama, a 150 km de Tóquio, que começou a expelir lava antes das 02H00 desta segunda-feira. Horas depois da erupção, colunas de fumo continuavam a sair da cratera nevada do monte Asama, com 2.568 metros. A agência meteorológica advertiu contra o perigo de projecção de rochas num perímetro de 4 km em torno do vulcão, cuja última erupção ocorreu em Agosto de 2008. No sul do país, o monte Sakurajima, de 1.117 metros, também entrou em erupção na noite de domingo, expelindo lava em oito ocasiões, perto da cidade de Kagoshima. O Japão, arquipélago situado na convergência de quatro placas tectônicas, está submetido a uma forte atcividade vulcânica e sísmica.


Fontes:http://noticias.sapo.pt/info/artigo/911324.html
Reflexão:
Decidi publicar esta noticia pois ultimamente temos tido muitas noticias do genero ao ponto de serem fechados aeroportos. Podemos concluir que o planeta terra esta cada vez mais activo e estas catastrofes naturais sao cada vez mais constantes. Talvez seja para nos alertar que temos cada vez mais de fazer um esforço e termos mais cuidado com o nosso planeta.
Silvia Rodrigues

Tempestade abre cratera gigante na capital da Guatemala

Geólogos acreditam que solo rico em calcário aliado a chuvas terá sido a causa do fenómeno.



2010-06-02


O Governo da Guatemala disponibilizou esta imagem impressionante, em que se pode ver uma cratera circular de sessenta metros de profundidade que se abriu repentinamente na capital do país, apenas uma hora depois da tempestade tropical Agatha.



O buraco, com 30 metros de diâmetro, engoliu três casas e arrastou até à profundidade pelo menos duas pessoas. Um terceiro indivíduo está desaparecido há centenas de desalojados.


Os geólogos, que examinaram o fenómeno, asseguram que a forma circular perfeita sugere a existência prévia de covas subterrâneas. No entanto, ainda não existem respostas concretas para explicar este mistério.

“Posso assegurar o que não é. Não se trata de uma falha geológica nem de um resultado de um terramoto. É tudo que sabemos. Para investigarmos mais temos de descer”, explicou David Monterroso, engenheiro e geofísico da Agência Nacional da Guatemala para os Desastres Nacionais.

Crateras como as da imagem formam-se em sítios em que o subsolo é rico em calcário, sais ou outras rochas solúveis e que se dissolvem facilmente em contacto com a água.

Neste caso, acredita-se que a tempestade tropical Agatha alimentou uma corrente subterrânea que foi minando e destabilizando o terreno que acabou por se afundar na totalidade.

Sem aviso prévio

Esta classe de fenómenos é relativamente comum na Flórida, Texas, Alabama, Missouri, Kentucky, Tennessee e na Pensilvânia, segundo os dados do Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos.

No entanto, as dimensões do buraco da Cidade da Guatemala são muito maiores que a média.

Além disto, enquanto as outras crateras abrem-se gradualmente, à medida que a erosão vai destruindo o subsolo, a da Guatemala pertence à categoria mais perigosa − os que se abrem de forma súbita e sem aviso prévio.

Conhecem-se casos de buracos deste tipo que engoliram subitamente carros e casas e que inclusivamente chegaram a secar lagos inteiros em questão de minutos.

Aconteceu, por exemplo, com o lago Jackson, na Florida, de 16 quilómetros quadrados e que desapareceu sem deixar rastro em Setembro de 1999.

O lago foi engolido por um buraco de 15 metros de profundidade, muito menor do que o mostrado na imagem cedida pelo governo guatemalteco.


Reflexão - Quando vi esta noticia, fiquei sem dúvida muito surpreendido, pois não é muito comum isto acontecer. O facto de as rochas serem maioritariamente constituídas por calcário criou, sem dúvida, um problema. O calcário é uma rocha bastantes permeável, e como uma tempestade passou por aqueles sítios, a terra simplesmente desabou! Mas a verdade é que ainda não se tem a certeza do que realmente aconteceu, o que provocou tal coisa, contudo é realmente impressionante o tamanho da cratera. Vamos ter de esperar por novos desenvolvimentos, para ter certezas do que realmente aconteceu.
Rui Peixoto

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Recursos renovaveis

Recursos renováveis energéticos- são extremamente abundantes no Planeta Terra. A sua grande vantagem é permitir produzir e usar a energia com o mínimo de actividade poluente.

Exemplos:
-sol
-vento
-biomassa
-energia geotérmica
-rios
-mar





Os recursos são considerados renováveis quando possibilitam a sua utilização sistemática sem risco de se esgotarem. A sua reposição ou regeneração é feita de forma contínua pela Natureza. Em termos de reservas naturais, trata-se de um bem ilimitado.Face às perspectivas de esgotamento das fontes energéticas que têm vindo a ser utilizadas, em virtude do progresso da Humanidade se verificar a um ritmo crescente, nomeadamente no que diz respeito ao desenvolvimento industrial, procura-se cada vez mais recorrer a soluções alternativas de produção energética. Estas novas soluções baseiam-se no aproveitamento dos recursos renováveis. São exemplos de fontes energéticas renováveis: o sol, a força das ondas, marés e rios, o vento, a geotermia resultante de manifestações de vulcanismo e a biomassa. Os principais obstáculos que se colocam ao uso generalizado das energias obtidas a partir das fontes anteriormente referidas não são de ordem tecnológica, mas fundamentalmente de natureza económica e cultural. Este tipo de soluções determina, por um lado, investimentos iniciais superiores àqueles que são efectuados quando se recorre às fontes energéticas tradicionais não renováveis. Por outro lado, existe uma falta de hábito, quase generalizada à maior parte das instituições, de encarar este tipo de soluções ainda que esses investimentos possam ser rapidamente amortizados. A situação de desaproveitamento deste tipo de recursos é sobretudo flagrante nos países em desenvolvimento que, apesar de reunirem as condições ideais para o seu aproveitamento, não possuem capacidade económica e tecnológica para os explorar.








Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Recursos_renov%C3%A1veis_energ%C3%A9ticos;http://www.infopedia.pt/$recursos-renovaveis


Silvia Rodrigues

Dobras e Falhas

Falha:
Deformação descontínua que ocorre quando o limite de plasticidade do material rochoso é ultrapassado, verificando-se a fractura das rochas, acompanhada pelo deslocamento dos blocos fracturados um em relação ao outro. Resultam de tensões compressivas, distensivas ou de cisalhamento quando as rochas manifestam um comportamento frágil.Numa falha há a considerar os seguintes elementos:- Plano de falha, que é uma superfície não necessariamente plana, definida pela fractura e pelo movimento dos blocos. A sua inclinação pode variar entre 0o e 90o. Quando o plano, devido à deslocação dos blocos, se apresenta polido, denomina-se espelho de falha.
- Lábios de falha, que são os dois blocos deslocados. Os lábios de falha diferenciam-se, segundo o seu movimento relativo, em lábio superior ou levantado (fica a um nível superior) e lábio inferior ou descaído (fica a um nível inferior).
- Tecto, corresponde ao bloco que se situa acima do plano de falha.
- Muro, corresponde ao bloco que se situa abaixo do plano de falha.
- Rejecto ou rejeição da falha, que é a menor distância entre dois pontos que estavam juntos antes da fractura e do deslocamento.
- Linha de falha, que é a interacção do plano de falha com a superfície do terreno ou com qualquer um dos estratos.
- Escarpa de falha, corresponde ao ressalto topográfico produzido pela falha, ou seja, é a superfície elevada produzida pela ruptura e deslocação dos blocos de falha.


Tipos de falhas



Dobras

Deformação que ocorre nas rochas e que resulta do arqueamento de camadas rochosas, inicialmente planas, com comportamento dúctil, pela acção de tensões compressivas. Estas deformações podem ser macro ou microscópicas. As dobras formam-se no interior da crusta ou do manto de forma lenta e gradual, emergindo à superfície devido aos movimentos tectónicos e à erosão.
Os elementos de dobra, que caracterizam a geometria das dobras, são:
- os flancos, ou vertentes da dobra, porções de menor curvatura;
- a charneira, que corresponde à zona de convergência das camadas de cada flanco, ou seja, a linha que une os pontos de máxima curvatura de uma dobra;
- o núcleo, formado pelas camadas mais internas da dobra;
- o plano ou superfície axial, plano que contém as charneiras dos diferentes estratos dobrados, dividindo a dobra em dois flancos sensivelmente iguais:
- o eixo da dobra, que corresponde ao ponto de intersecção do plano axial com a charneira.




Tipos de dobras


Silvia Rodrigues

Deformação das rochas



As rochas sedimentares e magmáticas quando submetidas a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram à sua génese, podem sofrer deformação.Assim, origina-se uma alteração das rochas pela acção de forças de tensão exercidas sobre o material rochoso, com origem na mobilidade da litosfera e no peso de camadas suprajacentes. De acordo com a Teoria da Tectónica de Placas, a litosfera encontra-se fracturada em placas, podendo estas convergir, divergir ou deslizar entre si estando as rochas que as compõem sujeitas assim, a fortes estados de tensão.A tensão é a força exercida por unidade de área. Em resposta a um estado de tensão as rochas deformam-se, podendo ocorrer a alteração de volume ou alteração da forma das rochas ou, como é comum, alterar simultaneamente os seus volume e forma. As deformações mais comuns apresentam-se sob o aspecto de dobras e falhas. As rochas estão sujeitas a vários tipos de tensões – tensão de compressão, tensão de distensão (ou tensão de torção) e tensão de cisalhamento.







Os mecanismos de deformação das rochas estão associados, normalmente, a diferentes tipos de limites tectónicos. No limite tectónico convergente, actua uma tensão de compressão, que altera o volume das rochas, reduzindo-o. Neste caso, se o comportamento da rocha for frágil, origina-se uma falha compressiva; se o comportamento for dúctil, forma-se uma dobra. No limite tectónico divergente, actua uma tensão de distensão ou de torção, que altera a forma da rocha, alongando-a ou fracturando-a. Se o comportamento da rocha for frágil, forma-se uma falha distensiva; se o comportamento for dúctil ocorre estiramento.No limite tectónico transformante, actua uma tensão de cisalhamento, que provoca movimentos paralelos em sentidos opostos. Ocorre quando a rocha é fracturada em finas camadas, que deslizam umas em relação às outras.






Fontes: http://www.cientic.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=83%3Adiapositivos-de-deformacoes-das-rochas&catid=33%3Aprocessos-e-materiais-geologicos&Itemid=104 ;http://maisbiogeologia.blogspot.com/2009/04/deformacao-das-rochas-falhas-e-dobras.html



Classificação das rochas


Como resultado da existência de diferentes tipos de magmas e dos processos associados à diferenciação magmática, as rochas ígneas ou magmáticas apresentam uma grande diversidade podendo ser classificadas de acordo com vários critérios, tais como:



cor – a cor da rocha está relacionada com a presença de certos minerais; as rochas leucocratas, de cor clara, são ricas em minerais félsicos, enquanto que as rochas melanocratas e holomelanocratas, de cor escura, são ricas em minerais máficos; as rochas mesocratas têm uma composição e cor intermédia.



textura – quando é possível distinguir os minerais que constituem uma dada rochas diz-se que apresenta uma textura fanerítica ou granular; pelo contrário, quando não é possível distinguir esses minerais a rocha apresenta uma textura afanítica ou agranular.



composição mineralógica (percentagem de sílica - SiO2) – a sílica é o composto predominante das rochas magmáticas; consoante o seu teor em sílica as rochas podem classificar-se como rochas ácidas (acima de 70% de SiO2), rochas intermédias (entre 50 a 70% de SiO2) e rochas básicas e ultrabásicas (abaixo de 50% de SiO2).



local onde se verifica o arrefecimento e solidificação do magma – quando o arrefecimento e a solidificação do magma ocorre de forma lenta e em profundidade, formam-se rochas magmáticas plutónicas ou intrusivas; enquanto que quando o arrefecimento e a solidificação do magma ocorre de forma rápida à superfície da Terra ou perto dela, formam-se rochas magmáticas vulcânicas ou extrusivas.







Fontes: http://sites.google.com/site/isabelserio/rochasmagm%C3%A1ticas

Serie reaccional de Bowen

Apesar de existirem apenas estes três tipos de magmas fundamentais de magmas, existem várias famílias de rochas magmáticas. Tal resulta da composição química dos magmas, bem como das condições em que ocorre o arrefecimento dos mesmos e ainda do processo de diferenciação magmática que ocorre à medida que a sua temperatura vai baixando. A diferenciação magmática resulta do facto de durante o arrefecimento dos magmas, os minerais não cristalizarem todos ao mesmo tempo. Primeiro cristalizam os minerais de com mais alto ponto de fusão, seguidos dos restantes por ordem decrescente dos respectivos pontos de fusão. Este fenómeno designa-se cristalização fraccionada, e pode ser compreendido através da análise da Série Reaccional de Bowen, e da diferenciação gravítica. Ambos os processos permitem a ocorrência da diferenciação magmática, e assim, por vezes, a partir de um magma podem ser formados diferentes tipos de rochas. Norman Bowen definiu a sequência de cristalização de um magma de constituição homogénea através da chamada Série Reaccional de Bowen. Esta série é composta por dois ramos: a série descontínua dos minerais ferromagnesianos (minerais ricos em Fe e Mg – olivinas, piroxenas, anfíbolas e biotite) e a série contínua das plagioclases. Analisando o esquema pode constatar-se que os minerais situados na mesma linha horizontal possuem temperaturas de cristalização idênticas.A série dos minerais ferromagnesianos é descontínua, pois à medida que a temperatura diminui, os minerais anteriormente formados reagem com o líquido residual, originando um mineral, estável nas novas condições de temperatura, mas com composição química e estrutura interna diferentes [olivinas » piroxenas » anfíbolas » biotite]. Por outro lado, a série das plagioclases é contínua, pois verifica-se que a substituição de iões de dimensão idêntica modifica apenas a composição química não alterando a estrutura interna destes minerais. O primeiro mineral desta série a cristalizar é a anortite (mineral rico em cálcio) e à medida que o magma vai arrefecendo o cálcio vai sendo progressivamente substituído por sódio, aumentando a quantidade de plagioclases. O último mineral desta série a cristalizar é a albite (mineral rico em sódio) [anortite » bitaunite » labradorite » andesite » oligoclase » albite].Após a a cristalização completa dos minerais dos dois ramos da série reaccional de Bowen o resto do magma pode apresentar grandes concentrações de sílica e elementos como o potássio e o alumínio, podendo verificar-se de início a cristalização de minerais de feldspato potássico, seguida de moscovite e, por fim, de quartzo.






Fontes: http://sites.google.com/site/isabelserio/rochasmagm%C3%A1ticas

Magmas

Magma é o nome dado a rocha fundida debaixo da superfície da Terra que, quando expelida por um vulcão, dá origem à lava. Localiza-se normalmente dentro de câmaras magmáticas, entre os 15 e os 150 km de profundidade. É composto por uma massa de silicatos a alta temperatura e pressão, entre 650 e 1200 ºC (podendo chegar a 1560 ºC), acompanhada por um conjunto variável, em proporção e tipos, de iões metálicos e compostos voláteis, ricos em enxofre.


Existem vários tipos de magmas que, de acordo com a sua composição química em termos da quantidade de sílica (SiO2) e de gases dissolvidos, são designados

magmas basálticos – pobres em sílica (SiO2) e gases dissolvidos; são essencialmente expelidos ao longo dos riftes, na dorsal média oceânica, e dos pontos quentes, dando origem a rochas como o basalto e o gabro

magmas andesíticos – quando têm uma composição intermédia em sílica (SiO2) e bastantes gases dissolvidos; são essencialmente expelidos ao longo das zonas de subducção, dando origem a rochas como o andesito e o diorito

magmas riolíticos – ricos em sílica (SiO2) e gases dissolvidos; estão associados à fusão parcial das rochas constituintes da crosta continental que ocorre aquando da colisão entre duas placas continentais, dando origem a rochas como o riólito e o granito.

Fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Magma


Silvia Rodrigues

segunda-feira, 22 de março de 2010

Minerais





Os mineirais são corpos sólidos com estrutura cristalina, naturais, inórganicos e com composição definida ou variável dentro de certos limites.


- Inorgânicos: excluem-se substâncias orgânicas, isto é, compostos de C e H. O âmbar, por exemplo, que é uma resina fóssil, é um composto orgânico que foi produzido por plantas no passado e, por isso, nao é um mineral.


- Composição quimica definida: a composição de um mineral deve ser sempre a mesma, ou seja, um mineral deve ser formado pelos mesmos elementos, combinados nas mesmas proporções. Existem, no entanto, alguns desvios, pois em certos minerais, devido a semelhança de caracteristicas de algumas particulas, átomos ou iões, elas podem intersubstituir-se em proporções variáveis.


- Sólido e cristalino: as particulas apresentam um arranjo ordenado. A água e o mercurio, que nas condições normais de pressão e temperatura são liquidos, não são considerados minerais. Já o gelo de um glaciar pode ser considerado um mineral.


-Natural: na formação dos minerais não há intervenção humana.



domingo, 21 de março de 2010

Rochas magmáticas



As rochas magmáticas resultam da consolidação do magma, podem dividir-se em rochas plutónicas ou intrusivas, quando o magma consolida em profundidade, e rochas vulcânicas ou extrusivas, quando o magma consolida à superfície.







Fósseis

Os fósseis são restos de seres vivos ou vestígios de atividades biológicas (ovos, pegadas, etc.) preservados nos sistemas naturais. Entende-se por "sistemas naturais" aqueles contextos em que o processo de preservação não resulta da ação antrópica, podendo o fóssil ser preservado em sedimentos, rochas, gelo, piche, âmbar, solos ou cavernas. Preservam-se como moldes do corpo ou partes do próprio ser vivo, seus rastros e pegadas. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registo fóssil. A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia.

Processos de fossilização:

-Mumificação ou conservação
A mumificação é o mais raro processo de fossilização. Pode ser:
-Total - quando o ser vivo é envolvido por uma substância impermeável (por exemplo: resina, gelo) que impede a sua decomposição.
-Parcial - quando as formações duras (carapaças, conchas, etc) de alguns organismos permanecem incluídas nas rochas por resistirem à decomposição.

-Mineralização
Consiste literalmente na substituição gradual dos restos orgânicos de um ser vivo por matéria mineral, rocha, ou na formação de um molde desses restos, mantendo com alguma perfeição as características do ser. Ocorre quando o organismo é coberto rapidamente por sedimento após a morte ou após o processo inicial de deterioração. O grau de deterioração ou decomposição do organismo quando recoberto, determina os detalhes do fóssil, alguns consistem apenas em restos esqueléticos ou dentes; outros fósseis contêm restos de pele, penas ou até tecidos moles. Uma vez coberto com camadas de sedimentos, as mesmas compactam-se lentamente até formarem rochas, depois, os compostos químicos podem ser lentamente trocados por outros compostos. Ex.: carbonato por sílica.

-Moldagem
Consiste no desaparecimento total das partes moles e duras do ser vivo, ficando nas rochas um molde das suas partes duras. O molde pode ser:
-Molde externo - quando a parte exterior do ser vivo desaparece deixando a sua forma gravada nas rochas que o envolveram.
-Molde interno - os sedimentos entram no interior da parte dura e quando esta desaparece fica o molde da parte interna.

-Marcas
É o tipo de fossilização mais abundante em que permanecem vestígios deixados pelos seres vivos, uma vez que é o mais fácil e simples de ocorrer. Exemplos de marcas podem ser: pegadas e ovos de animais.


Movimentos em massa- Derrocada em Frades

Designam-se por movimentos em massa quaisquer movimentações de rochas numa superfície inclinada, induzido principalmente pela gravidade. Os movimentos de massa são eventos erosivos muito importantes. Como tal, são altamente modeladores da superfície terrestre, isto é, da paisagem. Por vezes as consequências para o Homem são desastrosas, provocando ocasionalmente catástrofes. No ano de 2000 em frades, aldeia pertencente ao concelho de Arcos de Valdevez ocorreu um desabamento de terras. Esta derrocada provocou a morte de quatro pessoas e destruiu por completo cinco moradias. Esse acontecimento deu-se devido a um desgaste mais ou menos lento e gradual do solo e à sua saturação de água (não escoamento das águas ao longo da vertente) causado por elevadas precipitações, num longo período de tempo. Por outro lado, a pouca vegetação arbórea e o tipo de rochas presentes neste local contribuíram também para este movimento de terras. Na imagem podemos observar a cratera, no cimo do monte, que terá sido aberta pela força das águas e o percurso por elas descrito até ao centro da localidade.
Fig. Derrocada em Frades

Visita a Serra d'Arga- Meterorização do granito e formação de caos de blocos

Numa visita á Serra d’Arga tivemos a oportunidade de observar a meteorização do granito e a formação de caos de blocos. Toda a região envolvente é de natureza essencialmente montanhosa. Os seus vales profundos suportam a bacia hidrográfica do rio Lima, o rio Estorão, que desagua no rio Lima. Os granitos alcalinos de grão grosseiro contêm duas micas. È uma área de numerosos filões, alguns dos quais mineralizados. Na Serra d’Arga o granito aflora a superfície devido à remoção, pela erosão, das rochas suprajacentes, o que provoca uma descompressão, que permite a abertura das fracturas existentes e inclusivamente, o aparecimento de novas, formando-se uma rede de diáclases. Estas, vão permitir a infiltração e circulação de águas das chuvas, que por sua vez, iniciam o ataque químico e mecânico do maciço rochoso, o que leva a uma gradual desagregação. Esta desagregação, provocada por alterações físicas e químicas das rochas, toma a designação de meteorização. Este fenómeno resulta do facto das rochas se encontrarem submetidas a condições ambientais, de pressão e temperatura, muito diferentes daquelas em que ocorreu a sua génese; expostas à acção de agentes atmosféricos (atmosfera oxidante, precipitação, humidade, ventos, etc).

Erosão Litoral

Uma das principais causas da erosão é a subida do nível do mar, contudo existem outras, tais como a construção em zonas costeiras e o derrube das dunas. As variações do nível do mar, designadas por transições e regressões, fazem parte das transformações da terra, contudo, algumas dessas variações são provocadas por modificações climáticas, estimuladas pelo homem. Esta é, sem dúvida, a principal causa , uma vez que o aquecimento global provocado pelo homem desde a revolução industrial, tem gerado uma expansão térmica do oceano e a fusão de massas de gelo. Outra causa desta grande erosão é a construção desenfreada existente por todo o litoral.


Consequências:


Quem mais sofre com a erosão são as falésias e as dunas, sendo que estas últimas ficam submetidas à construção de estruturas fixas e ao seu desmantelamento. Na maioria, todas as praias desta região perderam espessura, deixando em suspensão certas construções, aumentando o declive das praias e diminuindo a sua extensão. Apesar de tudo, ainda é possível detectarem-se casos contrários, apesar de serem raros: casos em que a quantidade de areia aumentou, ou então não ocorreu qualquer dano.


A erosão costeira tem, ainda, outras consequências: a salinização dos aquíferos costeiros e o assoreamento de lagunas e estuários.
Ano após ano, vamos tendo notícia do desaparecimento de praias que o mar leva.
Torna-se, pois, importante efectuar um bom ordenamento do território, de modo a que se consiga manter a nossa costa livre de danos de maiores dimensões.
Fig. 1 Torres de ofir em perigo de ruir

Rochas Sedimentares


Rochas sedimentares são compostas por sedimentos carregados pela água e pelo vento, acumulados em àreas deprimidas. Correspondem a 80% da área dos continentes e é nelas que foi encontrada a maior parte do material fóssil.


Formam-se por três processos principais:


-pela deposição (Sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas (conhecidas como rochas sedimentares clásticas);


-pela precipitação de substâncias em solução;


-pela deposição dos materiais de origem biogénica (de materiais produzidos pelos seres vivos, quer de origem química ou detrítica).


Divididem-se respectivamente em:


-Detríticas
-Quimiogénicas
-Quimiobiogénicas


As rochas detríticas podem ser:


-Consolidadas - se os detritos apresentam-se ligados por um cimento;
-Não consolidadas - se os detritos não estão ligados entre si.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Meiose

Meiose é o processo de divisão celular através do qual uma célula tem o seu número de cromossomos reduzido pela metade. Por este processo são formados gametas e esporos.
Nos organismos de reprodução sexuada a formação de seus gametas ocorre por meio desse tipo de divisão celular. Quando ocorre fecundação, pela fusão de dois desses gametas, ressurge uma célula diplóide, que passará por numerosas mitoses comuns até formar um novo indivíduo, cujas células serão, também, diplóides. A meiose permite a recombinação gênica, de tal forma que cada célula diplóide é capaz de formar quatro células haplóides (três no caso da oogênese) geneticamente diferentes entre si. Isso explica a variabilidade das espécies de reprodução sexuada. A meiose conduz à redução do número dos cromossomos à metade. A primeira divisão é a mais complexa, sendo designada divisão de redução. É durante esta divisão que ocorre a redução à metade do número de cromossomos. Na primeira fase, os cromossomos emparelham-se e trocam material genético (entrecruzamento ou crossing-over), antes de separar-se em duas células filhas. Cada um dos núcleos destas células filhas tem só metade do número original de cromossomos. Os dois núcleos resultantes dividem-se na Meiose II (ou Divisão II da Meiose), formando quatro células (três células no caso da oogênese). Qualquer das divisões ocorre em quatro fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Noticia

Foi descoberto um animal que quando atinge uma certa idade volta a sua "juventude" vejam o video está muito interessante:

http://tvnet.sapo.pt/noticias/video_detalhes.php?id=39414

Reprodução sexuada

A reprodução sexuada envolve a fusão de dois gâmetas (masculino e feminino), processo que se denomina por fecundação. Os gâmetas são células haplóides que se formam nas gónadas por meiose. Quando se dá a fecundação, também ocorre outro fenómeno - a cariogamia - que consiste na fusão dos núcleos dos dois gâmetas.
Depois destes processos ocorrerem, forma-se o ovo ou zigoto que, por mitoses sucessivas, vai originar um novo indivíduo. A reprodução sexuada está relacionada com a meiose e a fecundação. Por meiose, o número diplóide de cromossomas é reduzido à metade (n — haplóide), e pela fecundação restabelece-se o número 2n (diplóide) típico da espécie. Dessa maneira, ocorre troca e mistura de material genético entre indivíduos de uma população, aumentando a variabilidade genética. A desvantagem da reprodução sexuada, é que ocorrerá "diluição" das características parentais entre os descendentes que acarretará uma perda de homogeneidade. A meiose é um tipo especial de divisão celular, que tem como objectivo a produção de gâmetas. Por isso, a meiose ocorre em tecidos especiais. Estes tecidos denominam-se gametângios. Ao contrário do que sucede com os animais, em que os gâmetas se formam por meiose a partir das células das gónodas, nas plantas raramente resultam directamente da meiose. Geralmente, a meiose origina esporos. Neste caso, ocorre em estruturas denominadas esporângios.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reprodução assexuada

A reprodução assexuada é um tipo de reprodução que ocorre sem a intervenção de gâmetas. Os novos seres são clones do progenitor. Este tipo de reprodução tem a vantagem de se reproduzirem muito rapidamente.A reprodução assexuada é muito comum na Natureza, envolvendo um só progenitor. Este tipo de reprodução pode-se verificar em muitas plantas, em alguns animais e, ainda, na maioria dos organismos unicelulares.

Há vários tipos de reprodução assexuada:

Fragmentação - o organismo fragmenta-se espontaneamente ou por acidente e cada fragmento desenvolve-se originando um novo ser vivo.

Divisão múltipla – O núcleo da célula-mãe divide-se em vários núcleos. Cada núcleo rodeia-se de uma porção de citoplasma e de uma membrana, dando origem às células-filhas que são libertadas quando a membrana da célula-mãe se rompe.

Partenogénese - processo através do qual um óvulo se desenvolve originando um novo organismo, sem ter havido fecundação. (ex: abelha, formiga, alguns peixes, alguns répteis, alguns anfíbios)

Bipartição ou fissão binária ou cissiparidade (cissiparidade usado apenas para seres unicelulares) - um indivíduo divide-se em dois com dimensões sensivelmente iguais.

Gemulação - num organismo formam-se uma ou mais dilatações - gomos ou gemas - que crescem e desenvolvem-se originando novos organismos.

Esporulação - formação de células reprodutoras - os esporos - que, ao germinarem, originam novos indivíduos.

Estrobilização - formação de estróbilos que dão origem a novos indivíduos.

Multiplicação vegetativa - nas plantas, as estruturas vegetativas, raízes, caules ou folhas, por vezes modificadas, originam, por diferenciação, novos indivíduos.

Apomixia - produção de sementes sem fecundação
dos óvulos.